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Subject: Série A 2008

2008-12-11 03:17:56
Nunca esqueço aquele torcedor "fazendo macumba" (com arruda na mão =p)
2008-12-11 03:23:43
eu num esqueço o juninho pernambucano batendo a mão na cruz de malta qnd tava 3x3 aos 45min do segunto tempo...
2008-12-11 03:31:20
eu num esqueço o juninho pernambucano batendo a mão na cruz de malta qnd tava 3x3 aos 45min do segunto tempo... [2]
2008-12-11 03:48:22
Campeonato carioca é no outro topico :P
2008-12-11 03:55:45
é bom reviver a época que eu respeitava o Vasco e até torcia em alguns jogos =)

ps: se for pra falar de brasileiro, falemos da mesma época, joão havelange contra o são caetano :D
2008-12-11 04:54:01
Eu gostava do Vasco, quando perderam para os Gambás no torneio de verão eu desisti de gostar ;D
2008-12-11 12:31:52
coming soon...
(edited)
2008-12-11 13:27:36
2008-12-11 13:53:30
Policial = Anta Peluda por ter armado a pistola na hora da coronhada.

Mas deixo aqui minha observação: Que torcedor BABACA tb. Arrumando briga e tacando pedra em torcedor adversário. Bandido tb...
2008-12-11 15:31:51
Acabaram de anunciar no SPTV que ele morreu.
2008-12-11 16:08:12
Não vi que vcs tavam falando sobre isso aqui e abri um topico...=S
2008-12-11 16:14:44
aos vascaínos e afins...

A História reescreve o orgulho de ser vascaíno
Nélson, Mingote e Leitão; Arthur, Braulio e Nolasco; Paschoal, Pires (Dutra), Bolão, Torterolli e Negrito. Técnico: Ramón Platero.

Qual a impotância desse time para a história do Vasco?

Não, não são os jogadores que venceram o Campeonato Sul-Americano de 1948, tampouco participaram de um Campeonato Brasileiro, muito menos estavam vivos para verem a América ser nossa pela segunda vez em 1998.

Esse foi o time que deu ao Vasco o título da 2ª divisão do Campeonato Carioca.

Sim, o Vasco já disputou a segundona carioca, contra potências como Palmeiras (?), Carioca (??), Mackenzie (???) e Mangueira (!).

Viemos de baixo.

Não nascemos de nariz em pé, não somos filhos da aristocracia carioca.

Somos o time dos negros, dos operários, daqueles que não podiam jogar futebol por não ter um sobrenome inglês, por não ter a pele alva européia ou simplesmente por não ter dinheiro.

Esse time de excluídos ascendeu à primeira divisão e logo em seu ano de estréia fez história, conquistou o título, arrebatou corações e deixou a elite futebolística indignada…

“Como assim um time de ‘inferiores’ vem jogar o nosso campeonato, nos nossos estádios e sai campeão???”.

Fomos impedidos de disputar o Campeonato Carioca do ano seguinte.

Motivo alegado: não tínhamos um estádio. Motivo verdadeiro: preconceito.

E eis que esse time resolve fazer história novamente.

Sua torcida se une, faz uma campanha de arrecadação e constrói em pouco tempo aquele que seria o maior estádio da América Latina até a construção do Maracanã: o Estádio de São Januário, o nosso Caldeirão.

Poucos clubes no mundo podem se orgulhar de ter uma história tão bonita de luta, superação, respeito e amor.

Muito mais podemos tirar dessa nossa bela história, mas escolhi esses dois momentos pois eles não saiam da minha cabeça após o jogo contra o Vitória.

Meu sentimento é que nós, torcedores, andávamos meio adormecidos, quietos, nossa história andava esquecida no meio de tantas mazelas que assolaram nosso amado Vasco nos últimos anos.

Quis o destino que fosse preciso passar por uma provação como a que passamos nesse Campeonato para que retomássemos nossa devoção ao clube, que trouxéssemos o Vasco de volta às suas origens: o Vasco é da torcida, aquela mesma que se encantou com o time do subúrbio que não tinha estádio e que se uniu para construí-lo.

Fim do jogo, Vasco rebaixado à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.

Eis que o caldeirão outrora lotado vê parte do público ir embora.

Mas alguns teimavam em não sair, eu e meu pai entre eles.

Olhavam para o campo, para as arquibancadas, para a social, para a capelinha de Nossa Senhora das Vitórias, buscando no olhar do outro um conforto, uma esperança, um sentimento de irmandade.

E eis que de repente o então frio Caldeirão se ascende e o Hino que me faz arrepiar a cada vez que ouço é entoado aos milhares: VAMOS TODOS CANTAR DE CORAÇÃO, A CRUZ DE MALTA É O MEU PENDÃO!

E naquele canto, naquele orgulho de ser vascaíno, meus olhos se enchem d’água. Somos muitos, somos milhões, somos irmãos unidos no amor ao Gigante da Colina.

E naquele momento pensei nos jogadores que em 1922 escreveram um capítulo importante na gloriosa história do Clube de Regatas Vasco da Gama.

Viemos da segunda divisão e nos deparamos novamente com ela.

Nesse ano de resgates para o Vasco (o resgate da democracia, o resgate da torcida, o resgate do orgulho de ser vascaíno) não fomos rebaixados, mas sim fomos levados a revisitar uma parte esquecida de nossa história. Viemos de baixo para nos tornarmos gigantes.

E essa volta às origens certamente fará o gigante adormecido acordar ainda mais forte!

E nós, torcedores, tal qual nossos predecessores da década de 20, temos a missão de reconstruir São Januário…

Que nosso Caldeirão ferva a cada jogo na dura jornada de 2009.

Que cantemos ainda mais, que vibremos ainda mais, que nos unamos ainda mais!

Que possamos juntos reconduzir o Gigante ao caminho dos títulos!

Saí de São Januário com um sentimento estranho.

O Vasco fora rebaixado, mas mesmo após uma tristeza profunda eu sorri.

Não conseguia parar de pensar na nossa linda história, na luta contra o preconceito, na construção de São Januário, no amor incondicional que vi em cada olhar, em cada lágrima derramada no estádio.

E uma imagem não saía da minha cabeça: uma faixa com a frase que dá título a este texto. A história reescreve o orgulho de ser vascaíno.

E esse sentimento não pode parar nunca.

Hoje levei minha camisa do Vasco para o trabalho e pendurei na minha cadeira.

Fui jogar minha pelada devidamente uniformizado e ainda passei pela academia, sempre com a cruz no peito. E a cabeça erguida. E a cada piada, a cada comentário “você é corajoso”, eu olhava pra cruz e a beijava. Reafirmava meu amor incondicional, minha certeza de que esta queda nos fará ainda mais fortes, ainda mais unidos, ainda mais vascaínos. E a cada beijo na cruz, lembrava de nossa história. E sorria.

Provavelmente me achavam louco os invejosos torcedores dos outros clubes, mas não estou nem aí.

Não há razão que explique o amor. Hoje eu olho para a cruz de malta ainda mais apaixonado por ela!

Grande abraço,
Francisco Kronemberger.


li no blog do julio cesar: http://colunas.globoesporte.com/juliocesar/
(edited)
2008-12-11 19:38:48
Muito lindo...
2008-12-11 23:43:33
Muito lindo... [2]

:')
2008-12-11 23:51:55
Po, tu por Euller e Pedrinho numa lista de ídolos em todos os tempos é até sacanagem. :p
2008-12-11 23:57:12
Não de todos os tempos, po.
A gente nao tava falando dos recentes? Que a gente viu jogar?

Ainda tem o Ramon, que jogou mais bola que o Pedrinho.

E po, o filho do vento jogou muitooo também.